Em breve, Sorocaba será referência para o país no setor metalmecânico: a cidade deu início ao processo de criação de um Arranjo Produtivo Local (APL) com foco neste segmento.  De acordo com levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do município (Sedeter), cerca de 41% das mais de duas mil indústrias presentes em Sorocaba são ligadas ao setor.

Segundo Robson Coivo, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Sorocaba, a cidade é um dos maiores polos do setor metalmecânico no país.

“Porém, para nos consolidarmos ainda mais, é necessária uma articulação entre as empresas para que possamos juntos descobrir os desafios e potencialidades do setor. O arranjo produtivo local vem ao encontro dessa necessidade tanto para o poder público, quanto para as empresas: para o poder público, mapear setores e atividades que podem oportunizar atração de novas empresas já demonstrando a vantagem competitiva de estar instalada aqui; e para as empresas, encontrar as diversas oportunidades que o mercado interno oferece”, diz.

O primeiro passo foi dado com a realização do 1º Meeting Empresarial Metalmecânica de Sorocaba, uma iniciativa da Prefeitura de Sorocaba por meio do seu Parque Tecnológico (PTS) e a Sedeter. O evento, que marcou o lançamento do APL metalmecânica na região, reuniu empresas do setor instaladas na cidade e discutiu a proposta de reconhecimento de Sorocaba como sede deste APL.

Atualmente, o município se encontra na terceira etapa do cronograma que consolidará essa proposta, que é o atendimento de demandas e agendamento de visitas e entrevistas com empresários que aderiram ao APL.

“As organizações aglomeradas em torno de um setor produtivo específico, ao compartilharem características comuns e trabalhando em estreita cooperação e interação com os atores envolvidos, ampliam a capacidade produtiva, a difusão de inovações e o aumento da competitividade”, afirmou o Diretor Executivo do Parque Tecnológico de Sorocaba, Nelson Cancellara, reforçando que o PTS apoia e incentiva iniciativas que visem o fortalecimento das empresas e seus respectivos setores de atuação.

Arranjo Produtivo Local (APL) é uma aglomeração de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

“Arranjo Produtivo Local é uma ferramenta, uma metodologia que tem como objetivo o desenvolvimento de um setor específico a médio prazo. Escolhemos o setor metalomecânica de forma estratégica com objetivo de alavancar o setor e ajudar principalmente as pequenas e médias empresas da área”, falou o Presidente do PTS, Roberto Freitas.

1º Meeting Empresarial Metalmecânica de Sorocaba

Contribuindo com exemplos de APLs bem-sucedidas, estiveram presentes no 1º Meeting Empresarial Metalmecânica de Sorocaba: Dalton S. P. Marques, gerente de desenvolvimento econômico e tecnológico do Supera Parque; Rodrigo Natal Duarte, representante do Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto da Cervejaria Weird Barrel; e Marcelo Nunes, Coordenador do Cluster Aeroespacial Brasileiro e do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Também participou do evento Juliana Arnaut de Santana, da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Juliana abordou o conceito de APL e a função do Estado, além de explicar todo o processo de início do arranjo.

 

APL de energia eólica

Recentemente, Sorocaba criou o primeiro Arranjo Produtivo Local do país voltado para as energias eólica e solar. O foco é reunir empresas do setor de energias renováveis e reforçar a articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

A cidade é um dos principais polos de empresas multinacionais voltadas para os setores de energia eólica e solar, além de toda uma cadeia produtiva de componentes. Cerca de 25 empresas da cidade irão fazer parte do APL, entre elas estão a Canadian, uma das maiores do mundo na produção de painéis fotovoltaicos; a Wobben Windpower, que produz componentes e aerogeradores e a Tecsis, fabricante de pás eólicas, ambas do setor de energia eólica, além da Prysmian, que produz cabos; e a ABB, fabricante de componentes e sistemas.

 

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