Fonte: Cruzeiro do Sul

Até o próximo ano o Parque Tecnológico de Sorocaba (EMPTS) já deverá contar com a Universidade Nove de Julho, a UniNove, instalada e com as aulas iniciadas para mais de mil estudantes. Será a primeira universidade com um campus dentro do Parque — as outras seis instituições de ensino superior ali instaladas são representadas apenas por seus laboratórios.

A tendência é que futuramente sejam abertos novos processos de concessão e alienação de área, para que outras universidades possam instalar campus na área de mais de 800 mil m². Para o prefeito José Crespo (DEM), a vinda de uma universidade para o Parque Tecnológico é a maior conquista desde sua construção; ele destaca, inclusive, sua importância para o desenvolvimento do espaço. A UniNove ocupará uma área superior a 30 mil m². A assessoria de imprensa da universidade não se manifestou a respeito.

A UniNove foi habilitada, conforme foi publicado nesta semana no Diário Oficial do Município, a implantar uma unidade dentro da Empresa Municipal Parque Tecnológico que, por sua vez cumpre, dessa maneira, um dos seus objetivos estatutários, a gestão imobiliária de suas áreas, que podem ser concedidas e alienadas, tendo ainda, como parte do planejamento estratégico de ocupação imobiliária a implantação de um campus universitário.

De acordo com as informações passadas pela Prefeitura, com exclusividade ao jornal Cruzeiro do Sul, na concorrência pública para tal alienação apenas a UniNove cumpriu os requisitos de habilitação nos termos das regras do edital. Para o processo licitatório ser finalizado falta apenas a assinatura do contrato.

O prazo para o início da construção do campus será de 180 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, contados a partir da finalização de todo processo contratual. Além disso a Uninove deverá construir e implantar o seu campus universitário em até 36 meses a contar do registro da escritura. A área mínima construída deverá ser de 15.000 m², mas o terreno alienado tem 31.787 m².

Exigências

Pelo processo licitatório há necessidade de a universidade investir em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), e integrar seus trabalhos com as demandas do Parque, a fim de fomentar a inovação e o desenvolvimento tecnológico. Além desse requisito, para se enquadrar dentro do processo, a universidade teve que comprovar sua habilitação jurídica e regularidade fiscal, sua capacidade financeira, e que possui capacidade técnica, como por exemplo, ter em seus quadros mestres e doutores.

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