Professor coordenador do curso de análise de sistemas da Unip (Universidade Paulista), Richardson Kennedy Luz, 43 anos, foi ao curso Design Thinking, ministrado no Parque Tecnológico de Sorocaba, na tarde desta quarta-feira (8). Ele buscava novidades sobre a metodologia e também tinha como intenção apresentá-la à mulher e à filha, que o acompanharam no evento.

Segundo Richardson, o Design Thinking, que basicamente ensina a resolver os problemas com criatividade e empatia, pode ser aplicado no dia a dia. “Minha esposa, Tatiana Luz, que é professora de ensino fundamental, gostou muito dos conceitos apresentados no curso”, diz. “Minha filha Pietra, que tem 16 anos e vai prestar vestibular para o curso de direito no fim do ano, também saiu encantada com o que aprendeu.”

O curso de Design Thinking reuniu cerca de 350 pessoas no auditório do Parque Tecnológico de Sorocaba – profissionais da indústria, estudantes e público em geral –, conforme o diretor-executivo do Parque, Flávio Guerhardt. “Trata-se de um treinamento que mostra uma nova forma de pensar e que normalmente não é encontrado”, afirma.

A aula, que durou cerca de quatro horas, foi ministrada por Bruno Coelho, que possui 15 anos de experiência profissional, é formado em análise de sistemas, com MBA em gestão de projetos e negócios, além de certificado como scrum master, scrum product owner e coach e power trainer UL.

Ele, que atua no FIT – Instituto de Tecnologia como agile coach e trainer de workshops de inovação, explicou que o Design Thinking vem sendo aplicado com êxito em universidades e faculdades como Stanford, MIT, USP, ESPM, FGV e FIA. “É uma metodologia que conquista cada vez mais adeptos na educação básica e superior, na educação à distância e corporativa.”

Ainda conforme Bruno Coelho, com o objetivo de gerar produtos, processos e serviços, o Design Thinking é adotado com sucesso em empresas do Vale do Silício, como Apple, IBM e Google. Já no mundo corporativo a meta é desenvolver produtos e melhorar processos. “Já tive o privilégio de utilizar a metodologia nos setores de recursos humanos, jurídico, qualidade, empresas startups, big players de inovação, entre outros”, revela.

No Parque Tecnológico de Sorocaba, o Design Thinking foi apresentado da maneira “learn by doing” ou aprenda fazendo, em português. O conteúdo foi passado da maneira mais prática e divertido possível para conectar e gerar valor aos alunos.

Richardson concorda: “Durante o curso, ficou claro que todo mundo, um dia, já cumpriu um dos requisitos do Design Thinking. Quando crianças não montamos castelos? Isso é a prototipação”, compara. “Nós aprendemos que a metodologia pode ser aplicada por profissionais de diferentes áreas e não apenas aqueles que trabalham com o desenvolvimento de softwares.”

Para o presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, Roberto Freitas, o curso superou as expectativas. “Acredito que conseguimos auxiliar os participantes, entre eles muitos estudantes, já que trouxemos para o evento alunos de uma escola técnica de Tietê, a buscarem soluções criativas para problemas tidos como complexos”, finaliza.

Veja como foi:

 

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