O 2º Coworking Universidades, projeto idealizado e implantado pelo PTS (Parque Tecnológico de Sorocaba), vem conquistando um resultado que vai muito além de apresentar soluções em softwares e TI (tecnologia da informação) para alguns problemas do município: está preparando os estudantes para o mercado de trabalho.

Após a primeira edição, no ano passado, dos cem universitários que integravam o projeto, 15 foram selecionados para atuar como estagiários na área de TI do PTS. São eles que dão continuidade, suporte e manutenção aos trabalhos entregues no fim da primeira edição. No entanto, três saíram para trabalhar na Skypet, que desenvolve software para pet shops; um foi contratado pela GFT, também empresa de softwares, e outra pela Inova Sorocaba.

O estudante de análise e desenvolvimento de sistemas da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Sorocaba, Filipe Liuge Marimoto, 32 anos, atua como programador júnior e analista de sistemas da Sypet, graças à passagem pelo Coworking Universidades. “Foi muito importante para mim. Não só recebi uma das vagas de estágio oferecidas pelo Parque Tecnológico e pela Prefeitura de Sorocaba, mas também fui recomendado, junto com o resto da equipe de estagiários, para a Skypet, onde estou trabalhando registrado há um mês”, conta.

Filipe Marimoto acrescenta que aprendeu muito com os coachings e quando liderou uma equipe composta de pessoas muito diferentes. “Aprendi a lidar com clientes, com um projeto complexo com pouca orientação técnica da área de TI, com problemas e mudanças inesperadas”, lembra. “Sai do projeto muito mais experiente, com boas amizades, bons contatos dentro e fora da minha área, além do estágio a que pretendia e o emprego que agora ocupo.”

ELA DESTRAVOU

Estudante de análise e desenvolvimento de sistemas na Fatec, Geovana Cânovas da Silva, 19, está trabalhando na Inova (Agência de Desenvolvimento e Inovação de Sorocaba) depois de estagiar no PTS. Isso porque o Coworking Universidades ajudou a “destravá-la”, como ela mesmo diz. “Hoje faço apresentações muito melhores que antes e me posiciono corretamente diante do público graças às aulas de oratória”, explica.

Já o hipismo auxiliou Geovana a trabalhar em equipe, em uma realidade totalmente diferente daquela que ela, até então, vivia. “Aprendi como é o mundo fora da faculdade. Isso ajudou no meu autoconhecimento e também a conhecer as pessoas.”

OPORTUNIDADE ÚNICA

Hoje estagiária do PTS, a estudante de engenharia da computação da Anhanguera Sorocaba, Bruna Carla Maria Tineu, 27, classifica o projeto Coworking Universidades como uma “oportunidade única” e que desenvolve tanto o lado profissional quanto o pessoal.

Passada a emoção de ser selecionada em meio a tantas outras pessoas capacitadas, Bruna conta que o projeto ofereceu a ela a oportunidade de networking e o desafio de criar um aplicativo que vai beneficiar a sociedade sorocabana.

A estudante concorda que a iniciativa do PTS traz oportunidades e abre portas para o mercado de trabalho. “A sociedade ganha cidadãos que se preocupam com o próximo, profissionais mais capacitados e líderes que sabem exercer as funções devidamente.”

SEGUNDA A SEXTA

O consultor do Coworking Universidades, Renato Luiz Cardoso, 46, explica que os alunos selecionados para estágio no Parque Tecnológico atuam de segunda a sexta-feira, seis horas por dia. Já os participantes realizam as atividades uma vez por semana, sendo as segundas (grupo 1), terças (grupo 2), quartas (grupo 3), quintas (grupo 4) e sábados (grupo 5), sempre das 9h30 às 16h30. São cerca de cem estudantes de diversas faculdades locais.

Os projetos da segunda edição, que estão em andamento, devem ser apresentados provavelmente em agosto, mas Renato ressalta que o trabalho não se encerra. “À medida que os estagiários são absorvidos pelo mercado de trabalho, outros são contratados para dar continuidade, suporte e manutenção aos projetos da primeira e segunda edição.”

Na função de consultor técnico, Renato presta suporte e consultoria aos estagiários os ajudando a encontrar soluções para problemas no desenvolvimento dos trabalhos. Ainda presta consultoria e mentoria aos alunos em programação e desenvolvimento de sistemas.

Outras mentorias que fazem parte do programa são: aplicação da neuro ferramenta MBTI (Fellipelli Consultoria de Desenvolvimento Humano e Organizacional), comunicação (professora Iris Galdino), gerenciamento de projetos (professor Rui Cláudio da Silva), hipismo (Andressa Itri de Albuquerque e Guilherme Lapenda Itri), inglês (Rafael Moreno), liderança (ministrada por autoridades da Marinha do Brasil), motivação (Sandra Tambara) e oratória (Jorge Sabino).

OPORTUNIDADES

O diretor executivo do Parque Tecnológico, Flávio Guerhardt, destaca que o Coworking Universidades coloca diante do participante um leque de oportunidades para o crescimento e o desenvolvimento do seu potencial. Ainda segundo ele, o objetivo principal é apresentar soluções em software e tecnologia da informação para alguns problemas do município. “A ideia é que os projetos e protótipos apresentados auxiliem os serviços prestados pela prefeitura e seus departamentos”, complementa.

Já o presidente do Parque Tecnológico, Roberto Freitas, reafirma que os participantes do Coworking Universidades buscam uma oportunidade na área de TI e também no mercado do trabalho. Assim, o programa é de suma importância àqueles que querem aperfeiçoar os conhecimentos e aprender,

na prática, por meio da construção e da continuidade, o desenvolvimento de software.

 

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